Alteração Consciente Da Realidade 1

Minhas filhas dormem. Eu tenho as janelas de casa abertas, no entanto não se move nem ao menos uma dobradiça. O mormaço tropical combina-se com o ruído dos geradores do mercado, acelerones dos carros, vozes na praça e a vizinha adolescente que chama o gato do vizinho de miúdo.

Agora soam os sinos das 11. Às cinco e meia entra o sol pela janela, e as 7 gaivotas e andorinhas me acordar, como têm feito todos os verões desde que tenho memória. Estas interrupções são minhas fontes.

  • Um Etapas da Revolução Industrial 1.Um Primeira Revolução Industrial
  • State of Decay 2
  • Adição de heurística para a procura primeiro em amplitude
  • dois Autores crentes

Para mim, isto é exatamente a cadência noturna de verão em Barcelona. Tem muito insuficiente que visualizar com a imagem estéril que pinta a propaganda turística convencional. Uma coisa é a identidade, a outra é a marca. A diferença entre identidade urbana e marca da cidade é que a primeira é verdadeira e a segunda, um constructum: a marca é formada obviando as contradições ou o que atrapalha. A marca é um relato sintético que se escreve para ser repetido na boca de outros, onde não cabe tudo, e onde se conseguem descobrir estratégias que são deveres, e, por extensão, discursos políticos ou politizados.

A identidade, porém, é cumulativa, como o almejar: é possível botar tantas camadas quanto indispensável e uma característica não elimina o outra; se somam em uma identidade poliédrica e mais complexa. Muito frequentemente as cidades disputam desenvolver uma imagem de marca adocicado, que agrade a todos, já que se supõe que deste jeito se podes derramar melhor. A cidade conectada, a cidade global ou a cidade verde, são conceitos de marcas que tornaram-se lugares-comuns, vazios de assunto e muito falsos, pois não refletem a multiplicidade de estímulos e parâmetros que definem as cidades. A identidade das cidades não é original, nem ao menos única, nem ao menos excepcional. Para uma cidade como Barcelona, seria frívolo reduzi-la ao vermutes e as sestas junto ao mar.

Se os donos ou acionistas não vivem nem sequer pisar em cima da cidade, que constroem são produtos padronizados, ignorando o ofício milenar de construir uma cidade. Vê-Se na sua propaganda: apartamentos impessoais, convencionais, anodinos e sem nenhum valor urbano. Os fundos vêm atraídos pela marca de cidade, pelo valor seguro, que é investir em espaços vibrantes, muito centrais, onde há uma aparente propriedade de existência, garantida por moradores locais.

Mas se esqueceram até imediatamente, de elaborar lugares a que pertencer. A identidade urbana é uma matéria sensível que ninguém tem que desconsiderar. Exercer o justo à cidade é o poder de criar propostas individuais ou coletivas que mudem um legado milenar, porém extremamente imperfeito. Exige não se contentar com ser meros habitantes de produtos de investimento empilhados, e ter posição e visão pra escolha futura cidade.

O serviço do urbanismo consiste em alterar conscientemente a identidade da cidade. Deste modo, cada projeto, por menor que seja, deve ser explicado em chave de diálogo com as preexistencias. Por outro lado, não creio que seja excelente congelar a identidade urbana, em um algum momento ou opor-se a cada projeto de iniciativa privada.

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